<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097</atom:id><lastBuildDate>Mon, 23 Feb 2009 02:19:26 +0000</lastBuildDate><title>Canto dos Olhos</title><description>Daniel Gandra</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>114</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-5889102977080956976</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 21:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-19T14:35:51.894-07:00</atom:updated><title>Monstros</title><description>&lt;div align="justify"&gt;É muito mais fácil ser um monstro do que se imagina. No Holocausto da II Guerra, por exemplo, bastou não ver mais os judeus como humanos, coisificá-los como gado ou insetos, daí as atrocidades deixam de ser um problema para a consciência. Faz-se isto a todo o tempo, basta olhar como se esmagam homens feito moscas, mas o que chamamos monstros são aqueles fora de contexto, aqueles que não aceitamos, como Hitler na política internacional, patricidas e matadores de filhos na família urbana moderna, torturadores fora do extremo da guerra, etc. Basta lembrar que Alexandre queimou cidades inteiras, os avós de muitos nobres europeus mataram familiares e nós mesmos aceitamos a tortura conforme a vítima, tudo justificado pelos contextos. Mas o processo emocional de coisificação do homem, que liberta as nossas consciências, é o mesmo e os contextos são filhos do poder e do acaso. O monstro é aquele que se destaca das circunstâncias ou o que perde no jogo de forças. Ao odiarmos um monstro estamos olhando fundo nos olhos do espelho, por isso a caça às bruxas é a monstruosidade nos calabouços da alma espreitando a liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-5889102977080956976?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/06/monstros.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-9157550618971913273</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 21:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-24T05:37:47.956-07:00</atom:updated><title>Reconversões</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A mais vísível ruga da velhice são as reconversões de meia-idade. Quando a morte aproxima-se (é inevitável não vê-la com o passar dos anos) os recém-velhos querem apaziguar-se com a vida, retomam valores de unidade divina, reconvertem-se ao mundo de paz e conforto das religiões da sua infância – voltam às igrejas, abandonam suas idéias mais radicais, refastelam-se no sofá dos cabelos brancos, ou seja, redimem-se da própria vida. Nada mais odioso que negar o poder da juventude pela força do medo. Esta é a verdadeira velhice.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-9157550618971913273?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/06/reconverses.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-2335013914214221811</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 21:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-19T14:33:37.751-07:00</atom:updated><title>Uma Farsa: a Civilização</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O espanto com os instrumentos que os europeus passaram a fazer depois do Renascimento, e com as façanhas que eles permitiam, foi tão grande que começaram a confundir a ferramenta com o homem, daí veio a mentira do progresso: homem e cultura se aperfeiçoam como engrenagens – a civilização. E nada melhor que o ideal platônico de perfeição para casar com o fim desta “evolução humana”: caminho e destino. Kant, Hegel, Marx, Gramsci, Habermmas, são filhos deste espanto – finalmente puderam descer o caminho da salvação do céu medieval para a terra renascida. Mas tudo é um grande engano, progresso é a salvação monoteísta palatável para o homem moderno. Na natureza não há perfeição nem planejamento – se os dados são viciados é obra dos acasos. E a nós, que somos um acaso, cabe escolher o caminho e o destino. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-2335013914214221811?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/06/uma-farsa-civilizao.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-4246631803615752334</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 21:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-06-19T14:32:16.513-07:00</atom:updated><title>Excluídos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Aqueles a quem chamamos excluídos não o são. Todo um sistema social com suas estruturas burocráticas, uma cultura própria, linguagem e muitos milhões cercam os excluídos. Eles são sim incluídos em uma economia particular de subalternos. Basta olhar as favelas rodeadas de funcionários de repressão, assistência, controle, o comércio, a dinâmica de uma pequena cidade. Quanto não circula por lá? Pode-se sim estar insatisfeito com a condição de subalterno, e isso é uma faceta do discurso da exclusão, a outra é o interesse na manutenção desta economia assistencial-repressiva. Sem querer o excluído, ao dizê-lo, mantêm-se onde está.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-4246631803615752334?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/06/excludos.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-2921420717395127208</guid><pubDate>Thu, 19 Jun 2008 21:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-24T05:39:14.073-07:00</atom:updated><title>Das penas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Como ainda vivemos na época da superprodução, as penalidades dizem querer consertar o criminoso, readaptá-lo ao funcionamento normal da máquina social, o que não é nenhuma novidade, leia-se: Foucault. Mas o que a bondade cristã da nossa moral, velada na filosofia de hoje, não nos deixa enxergar é que extravasar o sentimento de vingança é prova e reafirmação dos valores que defendemos. A pena não é mais que uma tortura para o criminoso, enquanto é nossa rejubilação moral. A pergunta correta seria: que tipos de sofrimentos queremos impingir? O homem bondoso esconde esta verdade detrás de argumentos que ele crê puramente racionais enquanto a própria razão é sua venda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-2921420717395127208?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/06/das-penas.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-2293041988512643715</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:14:41.262-07:00</atom:updated><title>Violências</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O Estado é a difusão da culpa daquilo que não teríamos coragem de fazer se ela recaísse só sobre nossos ombros e, nesse sentido, o cidadão é um fraco, incapaz de carregar seus próprios valores. O Estado veio ocupar o lugar de Jesus na cruz e, nesse sentido, nada mais descartável no cristianismo que o próprio Cristo: sua força vem de valores que sobrevivem a ambos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-2293041988512643715?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/violncias.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-6429024792377374320</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:12:24.490-07:00</atom:updated><title>Vírus das Idéias</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Dizem que a falta de cerimônias, corte, festas e etiqueta ajudaram a derrubar a monarquia no Brasil - Pedro II teria perdido a legitimidade. Isso não foi causa, foi efeito de uma mentalidade que já não via naquele sistema um espelho. Nossa monarquia mais parecia um presidencialismo perpétuo, o próprio monarca via-se como homem público. A cultura messiânica, uma das resistências do regime antigo, migrou para outros líderes. Conclusão: as mudanças nascem muito antes de acontecerem e brotam das cabeças contagiando como um vírus – não é à toa que em menos de um século caíram os principais monarcas do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-6429024792377374320?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/vrus-das-idias.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-5841339477464120572</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:10:46.192-07:00</atom:updated><title>Responsabilidades</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Zola criou o trem correndo desvairado sem maquinista cheio de soldados ébrios para mostrar o espanto que sentimos em um mundo onde a responsabilidade se difunde nas coisas: no mercado, no Estado, em Deus. Isso não é novo, é filho da Idade Média e sua abstração divinizada da vida – os homens da antiguidade bem apontavam a responsabilidade noutros homem, mesmo que divinizados. A novidade dessa estranheza é que nossos dedos começam a descer e apontar para iguais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-5841339477464120572?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/responsabilidades.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-7450212408290494942</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:10:02.982-07:00</atom:updated><title>Rédeas Soltas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Dirigir o querer pelo fundamento é tomar o motivo pelo efeito, já que nenhuma moral tem fundamento algum senão as criações mitológicas da razão. A grande pergunta é: o que queremos? As razões vêm depois. O grande desafio é: como controlar o que queremos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-7450212408290494942?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/rdeas-soltas.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-1965643461438577301</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:09:26.823-07:00</atom:updated><title>Estupidez</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O medo da morte, de sucumbir os valores fundamentais e enfrentar a total liberdade em nossas vidas é a verdadeira prisão da humanidade, ele nos traz os dogmas e conflitos estéreis – as grades do espírito são invisíveis. Resumir tudo a uma palavra é estupidez, mas eu não tenho medo de ser estúpido quando necessário. O homem superior é, essencialmente, um corajoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-1965643461438577301?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/estupidez.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-8184815065530628001</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:09:04.280-07:00</atom:updated><title>Idiotices</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Países, pessoas, ideologias, conceitos são só receptáculos para o fluxo mais profundo do rio de experiência, sensações e instintos. Por isso as idolatrias, os nacionalismos, a xenofilia e fobia, além da fé, são idiotices de cegos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-8184815065530628001?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/idiotices.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-4862854468532214174</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-03T04:11:52.970-07:00</atom:updated><title>Operários e Artistas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Há dois tipos de intelectuais: os criadores, que fagulham e os operários, que cultivam o fogo. E uma fagulha pode gerar um enorme incêndio...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-4862854468532214174?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/operrios-e-artistas.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-3118775343861229880</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-03T04:13:52.724-07:00</atom:updated><title>O Cárcere de Nietzsche</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Se a filosofia de Nietzsche influenciou sua loucura foi porque ele não soube tirar a máscara de pensador, daí sua solidão, até que a doença a arrancou. Arraigado ao séc. XIX, a superconcentração (a antiepopéia) o fez viver o amor romântico inatingível em Salomé. Fosse mais Ulisses, ele teria se libertado mais do seu tempo e, talvez, tivesse vivido melhor.&lt;br /&gt;Mas o quanto conseguimos não ser filhos de nosso tempo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-3118775343861229880?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/o-crcere-de-nietzsche.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-2972639771302790762</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:06:10.821-07:00</atom:updated><title>Sistemas</title><description>Sistemas são ótimos quando queremos repetição. Para encontrar o novo, livre-se deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-2972639771302790762?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/sistemas.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-1353137618350542023</guid><pubDate>Fri, 02 May 2008 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-02T09:05:47.842-07:00</atom:updated><title>Pastores e Lobos</title><description>Espírito livre – Os monoteístas nunca pedem como recompensa das promessas que eles sejam felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastor – Claro, nós cristãos já somos felizes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espírito Livre – Então, se vocês já são felizes, por que precisam da fé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastor – Porque é ela que nos faz assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espírito livre – Pergunte a um drogado antes da decadência, quando ele ainda está bem com a droga, pelo que ele espera todos os dias, o que o move, o que o deixa feliz. Evidente, ele te dirá: a droga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-1353137618350542023?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/05/pastores-e-lobos.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-4153564604384967897</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:12:35.467-07:00</atom:updated><title>Matar</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Não matarás. Deveriam dizer: não matarás seu semelhante. Não é só nosso parente simiesco que assassina os seus, essa ordem parece ser uma antilei, basta olhar ao redor. Mas mesmo os que se acreditam acima desta realidade são complacentes com a morte, afinal, o que fazemos para terminá-la? O sossego é o seu colchão, e nosso sono não é só comprado pela promessa de uma vida tranqüila e confortável, mas pela retirada da empatia com os que morrem porque, na verdade, quando vemos a morte de um igual, estamos olhando no espelho. Esse é um instinto primordial e a solidariedade seu embuste. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-4153564604384967897?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/matar.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-8335815365906400685</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:11:21.314-07:00</atom:updated><title>Bondade</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Nos fracos, a bondade nasce do medo da punição paterna, é transferida para um Deus que depois é esquecido, mas o hábito persiste e a bondade vira dever. Isso tem mais a ver com um alívio das injustiças que faz sentir bem, como se o bondoso compensasse aquilo que sente não ser correto, fosse a voz unificadora de valores universais. Por isso, deveríamos chamá-la beindade - o bom é outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-8335815365906400685?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/bondade.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-154306560651180284</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:10:33.992-07:00</atom:updated><title>Religiões</title><description>Religiões não são problema, a fé nelas é. Quem crê em uma essência da verdade, perde a verdade dos fluxos, da mutação. Para atingir o inalcançável, precisamos de ritos, mas depositar neles o espírito do que não alcançamos é tomar a fantasia pelo folião – e dizem-se algumas verdades pelos embustes. Deixar-se fluir pelos mitos, usá-los a favor de si em vez de ajoelhar-se a eles, é sim tarefa de Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que precisamos dos amuletos? Talvez porque nossa sede de conhecer seja tão grande que não aceitamos o que não entendemos. Rejeitá-los ou internalizá-los é curvar-se à ignorância e é exatamente isso, o cárcere do símbolo, que chamam de fé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-154306560651180284?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/religies.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-1630665437638662785</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:09:38.877-07:00</atom:updated><title>Promessas e Outras Oferendas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar oferendas a divindades é o espelho do que somos. Comidas e animais são o que sustentam a vida, fazem-nos felizes – combustível de nossa força. O que os monoteístas costumam oferecer a seu Deus? O que lhe prometem? Quase sempre um sofrimento: desgaste físico, privação do desejo, etc. Sofrer é a estrada para o divino no monoteísmo hebraico. O pior é ver isso perpetuar, sob um véu sofisticado, no pensamento enfadonho de Kant e Habermmas, na leitura cansativa da intelectualidade, no hermetismo anestésico das artes, como se para alcançar essas verdades tivéssemos que oferecer nossa paciência. As verdades que quero são alegres, impactantes, fortes e esguias, por isso ofereço comida e sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristão, o que você prometeu para conseguir esta graça?&lt;br /&gt;Uma peregrinação.&lt;br /&gt;Subir as escadas de joelhos.&lt;br /&gt;Acender três velas na igreja.&lt;br /&gt;Celibato.&lt;br /&gt;Minha prótese.&lt;br /&gt;Uma doação.&lt;br /&gt;Alguém já viu um cristão prometer que vai ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oferendas e promessas têm estrita relação com a tentativa de controlar causa e efeito. Como percebemos que para ter comida, bens, emprego temos que oferecer nossa dedicação, nosso tempo, às vezes sacrifícios, fazemos o mesmo para obter algo dos deuses, esperando que este esforço seja recompensado pelos céus. Oferecemos o que vivemos para conseguir as coisas. Como vê a vida aquele que oferece sofrimento?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-1630665437638662785?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/promessas-e-outras-oferendas.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-2060714942492053684</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:08:27.792-07:00</atom:updated><title>Música e Letra</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Nem na ópera italiana nem no jazz americano. A comunhão mais sublime de poesia e melodia só aconteceu no Brasil e, possivelmente, na Grécia de Homero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-2060714942492053684?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/msica-e-letra.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-6496378756524911447</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:07:24.636-07:00</atom:updated><title>Máquinas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A antiguidade conhecia a força do vapor, mas nunca atingiu a máquina. Ela é fruto do preciosismo técnico do pensamento de Aristóteles, que germinou no cuidado teológico medieval de minuciar dogmas. A cultura dessas minúcias por séculos legou-nos a tecnologia que temos, filha de uma ciência refinada nos detalhes. O homem da antiguidade estava mais preocupado com os efeitos gerais, as conseqüências, a multiplicidade, o rompante criador, por isso a maestria plástica era exceção à técnica rústica. Ele jamais detalharia uma ciência no nível necessário para produzir uma tecnologia avançada. Devemos nossas máquinas ao solo fértil do cristianismo medieval.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nietzsche já disse isso, mas ele não falou que o espanto deste desenvolvimento, a maquinação da vida, tirariam nossos olhos do todo - estamos demasiado concentrados, especializados, olhando detalhes. Bom e ruim, o importante é que o cristianismo colabora com seu fim: busca o todo pelo foco no mínimo. Ele nunca chegará, mas não é essa a ideologia cristã, nunca chegar? Talvez percamos essa habilidade de foco um dia, e nossa tecnologia caminhará a passos de tartaruga, mas talvez aí sejamos menos fragmentados, mais completos, felizes. Não são as máquinas que nos fazem assim, elas são o efeito disto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-6496378756524911447?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/mquinas.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-5969116768350916831</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:06:08.777-07:00</atom:updated><title>Quixote e a Odisséia</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Ulisses tinha toda uma tripulação e foi perdendo-a pela jornada. Dom Quixote só tinha Sancho, e foi ele mesmo que morreu ao final. Do múltiplo ao dual, da individualização à perda de si, o contraste dos personagens é, na verdade, o contraste de eras. Cervantes está mais próximo de Sófocles que Homero – os gregos são uma metonímia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-5969116768350916831?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/quixote-e-odissia.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-336188493867507197</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:05:40.616-07:00</atom:updated><title>Memória I</title><description>Saber esquecer é uma das maiores virtudes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Nostalgia é uma forma romântica de abdicar da vida para enclausurar-se no monastério da memória. A vida é agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Quantos conflitos não cessariam se os povos conseguissem esquecer o passado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) A melhor solução para um problema insolúvel é esquecer tudo. Daí surge a solução, o problema some ou ambos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-336188493867507197?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/memria-i.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-6344854694412295543</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:05:05.993-07:00</atom:updated><title>Memória II</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Dizem que alguns povos não têm memória, como o brasileiro - isso é uma mentira. A memória guarda o arrepio, o medo, a alegria, o contraste do sentimento – talvez isso tenha sido uma vantagem evolucionária. O cotidiano blazé, a repetição, o costume são descartados sem solenidade. O esquecimento está no que aceitamos como normal. Nenhum povo pode reclamar de esquecer-se dos seus crimes, porque, se os esquecemos, eles não são verdadeiramente crimes. O problema não é o que reclamamos esquecer, mas sim o reclamar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-6344854694412295543?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/memria-ii.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5481220127603761097.post-7870902997157598300</guid><pubDate>Sun, 13 Apr 2008 12:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-04-13T05:03:57.586-07:00</atom:updated><title>Fidalguias</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Anteontem o grande Portugal, ontem o gigante adormecido, hoje o país do futuro, amanhã será hoje e ontem: nossa cultura é a do eterno vir a ser. O que temos (o Estado burocrático, território, o povo) são presentes ou maldições de estrangeiros – somos a essência messiânica, esperamos a redenção em vez de caçá-la. Isso se perpetua no hábito do reclamar estéril, típico de nosso povo, ou da adaptação extrema: o melhor e o pior do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5481220127603761097-7870902997157598300?l=cantodosolhos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://cantodosolhos.blogspot.com/2008/04/fidalguias.html</link><author>noreply@blogger.com (Daniel Gandra)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>